FLÁVIO BOLSONARO ENTREGA AUTORIZAÇÃO PARA ABRIR SIGILOS E COBRA TRANSPARÊNCIA DE LULA
Senador apresenta documentos ao TSE, inclui familiares na autorização e exige divulgação de gastos do cartão corporativo da Presidência.
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizações para a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. A iniciativa ocorre após um desafio lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante o debate presidencial realizado no último domingo (18).
Nesta sexta-feira (23 de outubro), vieram a público detalhes dos documentos apresentados pela defesa de Flávio, que incluem autorizações assinadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, por sua mãe, Rogéria Bolsonaro, e pelos irmãos Carlos e Jair Renan Bolsonaro. Também foram incluídas empresas vinculadas ao senador. Eduardo Bolsonaro não consta entre as autorizações apresentadas.
Além de autorizar o acesso às informações protegidas, Flávio Bolsonaro ampliou o debate sobre transparência e cobrou que o presidente Lula divulgue os gastos realizados com o cartão corporativo da Presidência da República e os registros de visitantes recebidos no gabinete presidencial.
A defesa do senador argumenta que informações relacionadas ao uso de recursos públicos também devem estar disponíveis para fiscalização da sociedade.
Na quinta-feira (22), representantes das campanhas de Lula e Flávio apresentaram um acordo ao TSE para a abertura recíproca dos sigilos bancário, fiscal e telefônico, incluindo familiares e empresas relacionadas aos candidatos.
O ministro André Mendonça esclareceu que os próprios titulares podem autorizar a divulgação dessas informações, sem necessidade de determinação judicial.
A apresentação das autorizações representa uma etapa formal do processo de transparência, mas não significa que todos os documentos financeiros e telefônicos já estejam disponíveis para consulta pública.
A divulgação efetiva dos dados dependerá das providências adotadas pelos envolvidos.
O episódio ganha destaque na reta final da eleição presidencial de 2026, marcada para domingo (25), e coloca a transparência patrimonial e o acesso a informações públicas no centro do debate eleitoral.