
Governo eleva imposto de importação para até 25% sobre eletrônicos e celulares
O governo federal anunciou nesta segunda-feira (23) o aumento das alíquotas do imposto de importação para uma série de produtos eletrônicos, incluindo celulares, tablets e outros dispositivos tecnológicos. A medida prevê taxas que podem chegar a até 25%, conforme o tipo de produto e a categoria fiscal.
A decisão foi oficializada após deliberação da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e integra um pacote de ajustes na política industrial e comercial do país. Segundo o governo, o objetivo é fortalecer a indústria nacional, estimular a produção interna e equilibrar a concorrência com produtos importados.
O que muda na prática?
Com a elevação das alíquotas, produtos eletrônicos importados tendem a chegar ao consumidor final com preços mais altos. A taxação incide sobre a importação, ou seja, atinge empresas que trazem os produtos de fora do Brasil — o que geralmente se reflete no valor final pago pelo consumidor.
Entre os itens que podem ser impactados estão:
Celulares e smartphones
Tablets
Equipamentos de informática
Componentes eletrônicos
A porcentagem exata varia conforme a classificação do produto na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).
Justificativa do governo
De acordo com integrantes da equipe econômica, a medida busca incentivar fabricantes a ampliarem investimentos no Brasil, gerando empregos e fortalecendo o setor industrial. O governo também argumenta que a mudança corrige distorções tributárias e protege a competitividade das empresas instaladas no país.
Além disso, a política pode estar alinhada a estratégias de substituição de importações, em meio a um cenário internacional de disputas comerciais e reorganização das cadeias globais de produção.

Repercussão no mercado
Especialistas do setor avaliam que o impacto pode ser sentido principalmente no varejo de tecnologia, especialmente em produtos que já possuem alta dependência de componentes importados. Empresas podem optar por repassar integralmente o aumento ao consumidor ou absorver parte do custo para manter competitividade.
Já representantes da indústria nacional veem a decisão como positiva, argumentando que a medida cria condições mais justas de concorrência frente a produtos estrangeiros com preços mais baixos.
Quando começa a valer?
A nova alíquota passa a valer após publicação oficial da resolução no Diário Oficial da União, respeitando os prazos legais estabelecidos para mudanças tarifárias. Importadores devem se adequar imediatamente às novas regras a partir da vigência oficial.
A elevação do imposto reacende o debate sobre o equilíbrio entre proteção da indústria nacional e impacto direto no bolso do consumidor. Enquanto o governo aposta no fortalecimento da produção interna, consumidores e comerciantes acompanham com atenção os possíveis reflexos nos preços dos eletrônicos nos próximos meses.