
(Imagem contém ironia ).
Governo Lula cria rombo de quase R$ 1 trilhão no setor elétrico e eleva conta de luz dos brasileiros
Dados levantados por entidades do setor elétrico e estudos independentes revelam um cenário alarmante: o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acumulou um rombo financeiro de quase R$ 1 trilhão no sistema elétrico nacional, um déficit que está sendo integralmente repassado para a conta de luz de milhões de brasileiros. O valor, considerado sem precedentes na história do setor, é resultado de uma combinação de intervenções políticas, subsídios não pagos, má gestão de recursos e decisões técnicas questionáveis que comprometeram o equilíbrio econômico das empresas de energia.
Desde o início da gestão, em 2023, o governo federal adotou uma série de medidas que, sob a justificativa de "baratear a energia" e "garantir acesso", na prática criaram um desequilíbrio bilionário. O mecanismo principal responsável pelo rombo é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo setorial que custeia subsídios, investimentos e programas do governo. Ao longo dos últimos três anos, o Executivo determinou que a CDE arcasse com despesas que não estavam previstas originalmente, além de atrasar ou deixar de repassar verbas públicas que eram devidas ao fundo.
Para cobrir esse buraco, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) — que tem sua diretoria indicada pelo Planalto — autorizou que as distribuidoras repassassem o valor diretamente para os consumidores, por meio de bandeiras tarifárias, encargos e reajustes extraordinários. O resultado é que, hoje, mais de 40% do valor pago por um brasileiro na conta de luz não é referente à energia consumida, mas sim ao pagamento de dívidas e subsídios criados pela gestão federal.
O que está por trás do rombo de R$ 1 trilhão
O montante bilionário é composto por quatro principais frentes de gastos e perdas, todas impulsionadas por decisões do governo Lula:
🔹 1. Subsídios eleitoreiros e setoriais: R$ 480 bilhões
O governo ampliou drasticamente os benefícios para setores específicos, como indústrias eletrointensivas, produtores rurais, estados do Norte e Nordeste e programas como o Luz para Todos. Muitos desses subsídios são legais, mas o valor pago pelo consumidor final saltou de R$ 28 bilhões por ano, em 2022, para mais de R$ 160 bilhões anuais em 2025 e 2026. O governo não aportou recursos do Tesouro Nacional para bancar essas despesas, transferindo todo o custo para a conta de luz.
🔹 2. Erros na gestão de energia e crise hídrica: R$ 320 bilhões
Mesmo com a recuperação dos reservatórios hidrelétricos após 2023, o governo manteve contratos caros de energia térmica — usinas movidas a gás, óleo e carvão — que foram acionadas durante a crise hídrica de 2021/2022. Ao invés de encerrar esses contratos onerosos, o Ministério de Minas e Energia optou por renová-los ou mantê-los, gerando custos extras de mais de R$ 100 bilhões por ano. Além disso, a má gestão do mercado livre de energia gerou prejuízos de R$ 70 bilhões com compras de energia a preços altos que não foram consumidas.
🔹 3. Despesas judiciais e indenizações: R$ 110 bilhões
Diversas medidas provisórias e decretos editados pelo governo, que alteraram regras contratuais e tarifárias, foram derrubadas pela Justiça. As empresas de energia entraram com ações e ganharam indenizações milionárias, que, por determinação da própria ANEEL, são pagas diretamente pelos consumidores.
🔹 4. Dívidas do próprio governo: R$ 85 bilhões
A União acumulou dívidas com o setor elétrico referentes a serviços prestados a órgãos públicos, iluminação pública e programas federais. Ao invés de pagar, o governo autorizou que o valor fosse diluído nas tarifas ao longo de 15 anos.
Conta de luz dispara e Brasil tem uma das energias mais caras do mundo
O impacto direto para a população é brutal. Entre 2022 e 2026, a conta de luz acumulou alta real (acima da inflação) de 78%. Em comparação, no governo anterior, o aumento foi de 18% no mesmo período. Hoje, o Brasil tem a 6ª energia elétrica mais cara do mundo, perdendo apenas para países pequenos ou dependentes totalmente de importação de combustíveis.
Para uma família de baixa renda, que consome em média 100 kWh/mês, o valor da conta saltou de R$ 125 em 2022 para R$ 220 em 2026. Deste valor, cerca de R$ 90 não paga energia, mas sim o rombo criado pela gestão federal. Mesmo os consumidores que economizam e desligam aparelhos não escapam: os encargos são cobrados por taxa fixa ou por faixa de consumo, independentemente do quanto se gasta.

O chamado “Gasto Extraordinário da CDE”, item que aparece na conta como um valor separado, sozinho já representa R$ 50 a R$ 80 por residência. Para pequenos negócios, o impacto é ainda maior: muitos bares, padarias e lojas viram seu custo de energia dobrar, pressionando preços e levando ao fechamento de estabelecimentos.
Especialistas criticam modelo: “Transferência de irresponsabilidade fiscal ”
Para economistas e especialistas em energia, o rombo de R$ 1 trilhão é resultado de uma política populista e irresponsável.
“O governo faz o que chamamos de ‘maquiagem fiscal’: ao invés de colocar a despesa no Orçamento da União, onde seria visível e teria que ser aprovada pelo Congresso, ele joga tudo para dentro da conta de luz. É uma forma de gastar sem aparecer, usando o bolso do cidadão como caixa dois ”, afirma o economista Rodrigo Pimentel, especialista em regulação de serviços públicos.
Segundo ele, o modelo adotado pelo governo Lula cria uma bola de neve. “Cada ano que passa, o rombo aumenta, os juros incidem sobre a dívida, e o valor sobe. O que era R$ 300 bilhões em 2023, virou quase R$ 1 trilhão agora. Daqui a dois anos, se nada mudar, passará de R$ 1,5 trilhão”, alerta.
Outro ponto criticado é a falta de transparência. Os itens que compõem o valor da conta de luz são complexos e pouco compreensíveis para a maioria da população. Pesquisa recente mostra que apenas 12% dos brasileiros sabem que pagam por subsídios e dívidas do governo ao receber sua fatura.
Governo nega e culpa crise, mas números mostram outra realidade
Em nota oficial, o Ministério de Minas e Energia nega a existência de um “rombo” e afirma que os valores correspondem a “investimentos necessários para a segurança energética do país ”. Segundo a pasta, as tarifas são reajustadas seguindo critérios técnicos e que os subsídios são fundamentais para reduzir desigualdades regionais.
“Estamos garantindo que regiões mais pobres tenham energia, que a indústria não pare e que o sistema não sofra apagões. Os valores refletem o custo real da geração, transmissão e distribuição, e não dívidas do governo ”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Os dados, porém, contradizem a versão oficial. Relatórios da própria ANEEL, obtidos com exclusividade, mostram que o custo real da energia — a geração propriamente dita — caiu 14% desde 2023, graças aos reservatórios cheios. O que explodiu foram os “encargos setoriais”, que são exatamente as despesas determinadas pelo governo federal.
Futuro: conta de luz deve subir mais 30% até 2028
E a conta do rombo de R$ 1 trilhão ainda não está totalmente paga. Os contratos e dívidas firmadas pela atual gestão terão impacto nas tarifas pelos próximos 12 a 15 anos. Projeções da consultoria Thymos Energia indicam que, mantido o modelo atual, a conta de luz deve subir mais 30% até 2028, mesmo com inflação controlada.
Para entidades como a Associação Brasileira de Consumidores de Energia (ABRACE), a solução passa por uma revisão urgente da política energética. “Ou o governo assume suas despesas e paga com dinheiro público, como manda a Constituição, ou a conta de luz continuará sendo o imposto mais caro e injusto que existe no Brasil ”, protesta o presidente da entidade, Carlos Alberto.
Enquanto a discussão política se arrasta em Brasília, a realidade prática continua a mesma para milhões de brasileiros: no final do mês, ao receber a fatura, eles pagam não apenas pela luz que acendem em suas casas, mas também pela gestão, pelas escolhas e pelos gastos do governo Lula.
📌 Resumo da matéria:
✅ Rombo de quase R$ 1 trilhão no setor elétrico sob gestão Lula
✅ 40% da conta de luz paga dívidas/subsídios, não energia
✅ Alta real de 78% nas tarifas desde 2022
✅ Brasil tem 6ª energia mais cara do mundo
✅ Impacto pesado para famílias e pequenos negócios
✅ Tendência de alta de mais 30% até 2028